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Para que serve um salão de arte?

Para que serve um salão de arte?

Jovens artistas que procuram projeção no meio da arte encontram nos salões um pontapé inicial para sua carreira 

 

Participar de um salão é passo obrigatório para artistas que estão no começo de carreira e querem fazer parte do circuito das artes de uma cidade ou país. Esses circuitos são sempre muito fechados e difíceis de serem penetrados (você já deve ter percebido): como, então, apresentar seu trabalho para uma galeria? Não adianta chegar com o portfólio embaixo do braço e bater na sua porta. Os salões têm chamadas abertas para que esses artistas inscrevam suas obras e comecem a divulgar seu trabalho. Depois da escolha das peças, o salão promove uma exposição coletiva. O salão vai construindo sua reputação ao longo dos anos e as galerias ficam de olho nesses eventos: é de lá onde podem sair bons contatos e visibilidade.

 

A existência dos salões está ligado com a descentralização: dar a oportunidade para “qualquer pessoa” ter a possibilidade de ser reconhecido como artista pelo mercado da arte. Mas, muitas vezes não é bem assim que acontece. Os jurados podem ter seus queridinhos, assim como escolher, por exemplo, apenas artistas de determinada região do país.

 

Leia mais: Como funcionam as galerias de arte?

 

JOVENS ARTISTAS: COMO PARTICIPAR?

 

As chamadas são abertas e, para acompanhar esse calendário no Brasil, vale ficar de olho no Mapa das Artes e no site Editais e Afins. Eles te deixam por dentro das datas de inscrição para editais e salões e, então, te encaminham para regulamentos e informações específicas a cada um deles. O artista envia fotos dos trabalhos, descrição, ficha técnica e outras informações relativas ao currículo. Alguns dos salões pedem uma taxa de inscrição (que pode atingir cerca de R$150). O júri é composto por curadores, críticos e pesquisadores e, além deles, alguns galeristas de olho em produções frescas também passam pela exposição coletiva, no final do processo.

 

Insista: é normal se inscrever alguns anos seguidos em um mesmo salão para então ser aceito. Pode ter a ver com as manhas para fazer a inscrição e saber como apresentar seu trabalho de maneira convincente. Para isso, muitos artistas recorrem à grupos de acompanhamento ou grupos específicos para montagem de currículo.

 

TRABALHOSO, MAS NECESSÁRIO

 

O Mapa das Artes é, também, o responsável por promover o Salão dos Artistas sem Galeria, o mais conhecido da capital paulistana e, provavelmente, do Brasil. A exposição coletiva dos 10 selecionados (entre centenas de inscritos) acontece anualmente na Zipper Galeria, e funciona quase como um balizador do que os jovens artistas estão produzindo no país. Dois ou três deles acabam saindo de lá com conversas com outras galerias, para possível representação.

 

De qualquer jeito, participar desses salões é sempre um ponto positivo: eles ajudam a incrementar o currículo e o processo de inscrição obriga os artistas a exercitarem a comunicação no que concerne o seu próprio trabalho – explicar e escrever sobre a sua obra não é tarefa fácil, mas necessária!

 

Leia mais: Quem dá o valor de uma obra de arte?

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